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segunda-feira, maio 10, 2010

Para já ....... Regressar não faz parte dos planos.

De passagem pela ilha de Santa Maria no passado mês de Abril, onde marcou presença no Campeonato Regional de Séniores Masculinos de Voleibol e posteriormente na Liguilha de Acesso à 3ª Fase em representação do Clube Ana, Helio Pontes diz que pese embora tenha integrado novamente uma competição regional e sinta saudades de casa, o regresso a portugal não está, para já nas suas cojitações.
"Ao voltar para os Açores apenas teria a certeza que jogaria voleibol em algum clube mas o que realmente me interessa é aliar a prática desportiva com um trabalho. Só assim posso Como na Dinamarca continuo a ter estas duas garantias, não tenho intenção de regressar" afirmou o atleta mariense.
Questionado sobre toda a logística do Fortuna Odense Volley relativamente às condições que proporciona aos seus atletas, Pontes disse que o clube actualmente está bem organizado a este nível. Todos os atletas que estão contratados (isto só acontece na equipa feminina porque está na Divisão de Elite) ou não são residentes na Dinamarca tem a possibilidade de trabalhar numa empresa de exportação que tem um protocolo com a equipa nórdica.
"Para além disso, antes de eu vir a Santa Maria, o clube informou-se que o alojamento também não iria ser um factor impeditivo. Isto porque existem algumas atletas femininas que estão na eminência de abandonar o Fortuna" completou Hélio Pontes.
Relativamente à época que findou onde o Fortuna não conseguiu a tão almejada subida de divisão, pontes é categórico. "O Fortuna é um clube que não assume a subida publicamente até porque já teve más experiências no passado. No entanto, no seio do clube, tudo é tratado de forma a conseguir os objectivos que passam, obviamente, pela saída da 2ª Divisão. Vamos ver o que a próxima época nos reserva"
Como conhecedor de outros campeonatos, designadamente a Divisão A2 onde esteve em representação do Clube K (São Miguel), o DM não pôde perder a oportunidade de recolher a sua opnião relativamente ao feito conseguido pelo Clube Desportivo "Os Marienses".
"Acho que a subida do CD Marienses à A2 é muito positiva para o voleibol mariense em geral e para o clube em particular. O Marienses apostaram claramente no Campeonato Regional e não tinha dúvidas que iriam sair vencedores. Eu só tinha algumas reservas era se conseguiriam mesmo garantir a subida. Conseguiram e fico feliz pelo clube, atletas, dirigentes e claro pelo treinador David. Mas convém relembrar que uma A2 nao é uma Serie Acores.....
Ainda sobre a Divisão A2, Pontes disse que "já lá estive duas épocas e posso dizer que a A2 nao é uma corrida de 100 metros mas sim uma maratona. O sistema é diferente (Play off) o que faz com que o campeonato seja mais longo e tenha mais algum interesse. Mas mas por outro lado é injusto.. nao premeia a regularidade durante a época."

O início do do Campeonato Nacional da 2ª Divisão dinamarquesa ainda está longe mas o DM aproveita a oportunidade para desejar boa sorte ao Fortuna Odense Volley em particular ao atleta mariense Hélio Pontes.

domingo, março 14, 2010

Clube Ana com orçamento reduzido.

Os responsáveis pelo Clube Ana, em Santa Maria, alertam que os custos de manutenção das instalações da colectividade devem ser tidos em consideração pela política desportiva regional.

O Clube Ana de Santa Maria é uma associação desportiva, cultural e recreativa de utilidade pública sem fins lucrativos que há mais de vinte e oito anos desenvolve a sua actividade em benefício dos seus associados e de toda a comunidade mariense. Um dos seus focos principais é facilitar a prática desportiva nas suas diversas vertentes, recreação, formação desportiva e actividade física de adultos, na promoção e realização de eventos culturais e recreativos.
O presidente do clube adianta que "temos tido dificuldade em comunicar e fazer entender a nossa missão. Muitas vezes, esta é confundida com falta de ambição ou rejeição de projectos com equipas seniores em patamares competitivos mais elevados. Mas antes pelo contrário, a missão e visão que assumimos impõem metas ambiciosas, que exigem um trabalho paciente e persistente".
As actividades de treino e competição do Clube Ana são regulares e desenvolvem-se de Setembro a Junho. Decorrem da prática desportiva federada enquadrada e protocolada com a Direcção Regional de Desporto (DRD). Os compromissos assumidos e as verbas atribuídas são públicos e podem ser consultados. A organização de cada modalidade está centrada na figura do coordenador técnico, que é responsável pela sua gestão técnica e acompanhamento de outros treinadores. A DRD promove um programa pelo qual disponibiliza verbas para o pagamento de técnicos que assume estas funções. Na época de 2009/10 assinaram-se dois contratos programas deste tipo.
Actualmente, o Clube Ana conta com um total de 223 sócios com quotas em dia, sendo que 132 são sócios efectivos e 91 auxiliares. "Somos das poucas colectividades açorianas que possuem instalações desportivas próprias o que nos coloca numa posição competitiva privilegiada. Contudo, os custos directos daí provenientes condicionam outras rubricas orçamentais, o que deve ser tido em consideração na política desportiva dos nossos parceiros nomeadamente da autarquia e DRD, sob pena de uma mais-valia se tornar num factor de penalização". Segundo Domingos Barbosa, presidente da colectividade, o início de 2010 suscita uma reformulação da sua actividade. "As nossas propostas para este ano resultam de uma análise crítica do que temos feito, dos nossos pontos fracos e fracos, das oportunidades que se apresentam e da nossa capacidade de mobilizar a nossa estratégia".
"A primeira medida para o ano que começa é melhorar a organização interna de cada modalidade e de cada equipa de trabalho e outra na organização ao nível directivo. A segunda resolução passa pela optimização da utilização das infra-estruturas, investindo na melhoria da sua gestão e todas as suas vertentes: funcional, de actividades e de manutenção bem como na construção de novos espaços. A última medida, que diz respeito à formação de recursos humanos é dirigida a treinadores e dirigentes e visa a permanente actualização dos seus conhecimentos e práticas, de modo a aumentar a qualificação e motivação em rumo ao sucesso".
Acções de formação optimizam custos
De entre as inúmeras actividades levadas a cabo pelo Clube Ana que serão levadas a cabo este ano destaca-se a realização das primeiras Jornadas Técnicas de 26 a 27 de Março de 2010, que visam a actualização dos conhecimentos e práticas dos treinadores do Clube. "As acções de formação serão vocacionados para o treino de jovens e complementadas com uma prelecção sobre dirigismo e outra sobre medicina desportiva. Este evento irá permitir optimizar custos, uma vez que és mais barato trazer a Santa Maria dois ou três técnicos do que enviarmos todos os nossos treinadores a acções de formação" , informa Domingos Barbosa. A partir da época 2009/2010 a direcção do Clube Ana estabeleceu a obrigatoriedade de realizar estágios de Páscoa pelo menos nos escalões de iniciados e juvenis (Cadete). Entre 28 e 31 de Março de 2010, estarão em estágio cinco equipas com treinos bidiários. Para além dos treinadores das respectivas equipas e do coordenador da modalidade, os estágios terão acompanhamento técnico dos prelectores convidados para as jornadas técnicas.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Armando Soares em entrevista.

Recentemente, o Presidente da Associação de Basquetebol de Santa Maria foi a personalidade escolhida pelo Planeta Basket, uma conhecida página (oficial) com conteúdos relativos à modalidade, para uma entrevista. A qual foi publicada durante o dia de ontem.
Como tem sido seu apanágio e sempre com o propósito de divulgar o nosso desporto, o DM tomou a liberdade de transcrever a referida entrevista.
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Se voltasse atrás, não teria sido um homem do futebol, é com esta surpreendente afirmação que Armando Soares termina a sua entrevista. Já publicámos entrevistas com treinadores, patrocinadores e dirigentes de clubes ligados ao minibásquete. Hoje vamos falar com o Presidente da AB de Santa Maria, onde em breve vai decorrer mais um evento de grande impacto social.
Como podemos verificar, em Santa Maria há um grande investimento no mini. Vamos falar com um mariense de gema, que acredita nas potencialidades do minibásquete e da sua ilha.
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Quando é que começou a sua ligação ao basquetebol? E porquê? E como caracteriza a sua experiência de dirigente no basquetebol?
Para ser conciso, fui um Homem forte do futebol, dirigente, treinador e depois passei pelo andebol. Relativamente ao basquetebol, fui abordado pelo Chermiti, no sentido de poder vir a ser Presidente da Associação de Basquetebol de Santa Maria, comecei a rir, pois o basquetebol para mim, era uma modalidade que não me dizia absolutamente nada, no entanto aceitei. O que posso dizer é que não estou nada arrependido, e tem sido muito gratificante, em todos os sentidos.

Quantos praticantes federados tem e qual é a importância do minibásquete na sua Associação?
Neste momento temos cerca de 200 praticantes numa ilha que tem pouco mais de 5.000 habitantes. É importante salientar o facto de só termos femininos, uma vez que na ilha a oferta é muito forte, o que levou a Associação a levar o basquetebol para os femininos. Assim sabemos o que temos, e o que temos é real, não estamos no desporto para os números, mas sim para os resultados da prática efectiva. O minibasquete para nós é TUDO, é neste escalão que temos investido muito, entendemos que o que estamos a semear neste momento, virá a dar bons frutos, mais tarde.

A sua Associação prima pela excelente organização de eventos de minibásquete, o que é que o levou a querer organizar um jamboree?
Como disse, os minis são para nós a aposta e o rumo. Nesta perspectiva quando tomamos posse resolvemos que em todos os jamborees estariam presentes sempre dois atletas da nossa associação. Quando estes miúdos voltavam traziam sempre felicidade. Foi esta felicidade que criou em mim a curiosidade de saber o porquê, e para conhecer bem a fundo este evento, tinha que me propor a organizar um.

Todos os que estiveram em Santa Maria no Jamboree vieram de lá encantados com a ilha e a simpatia das suas gentes. Pode-se afirmar que “duas magias se cruzaram; a da ilha e a do jamboree. Concorda com esta afirmação e que importância e impacto social teve este evento em Santa Maria?
Sim, as duas magias cruzaram-se e construíram uma receita que neste momento faz parte de uma ementa que muitos deveriam utilizar no menu do dia-a-dia. Gostaria de salientar que para mim o jamboree, para além da componente desportiva, tem uma enorme acção educativa juntos dos jovens. Sinto que fazem falta muitos encontros como este. Ainda hoje se fala no jamboree em Santa Maria: pais, dirigentes e atletas.

Certamente que durante o jamboree acompanhou o diário e os muitos comentários publicados no Planetabasket? O que pensa deste site e da cobertura que dá aos jamborees?
Muito importante, posso dizer que cada vez que leio estes comentários as lágrimas começam a sair. Existem comentários de pais que deveriam ser publicados em locais fortes da comunicação social, são comentários de uma pureza única, que transmitem sentimentos e afectos, que numa sociedade tão ocupada como a de hoje, deveriam servir como chamadas de atenção a nós pais, que por vezes vemos o desporto apenas como um espaço ocupação de tempos livres.

Quais são as maiores dificuldades duma Associação com as características da sua, que caminhos preconiza para as solucionar?
O maior problema para os projectos desta Associação é o facto de vivermos numa ilha. Como devem compreender as margens são curtas, o fim da ilha é já ali. Na componente técnica existem lacunas, os que temos são bons, incansáveis, trabalhadores, mas no fundo são poucos. Também temos como objectivo conseguirmos uma sede com um mini centro de estágio. Penso que o caminho será um contacto mais estreito com o exterior. Será realizar eventos “pontos altos”, podendo assim demonstrar a riqueza da modalidade, tão diferente das outras.

Falando de caminhos, que pensa dos caminhos que o MB em Santa Maria, nos Açores e no país estão a trilhar?
O minibasquete em Santa Maria está a seguir um caminho trilhado pelo valor educativo e formativo do jamboree. Está a dar frutos, no entanto penso que poderá melhorar mais um pouco. Relativamente ao minibásquete nos Açores, entendo fazer falta neste momento uma FESTA do minibásquete açoriano, um evento a realizar uma vez por ano, nas Ilhas que tem minis. Concretamente um jamboree açoriano, em que se fizesse um mega encontro com todos os clubes e escolinhas de minis dos Açores. Seria muito interessante. Relativamente ao caminho que os minis seguem no Continente, é um caminho seguro, que está a dar frutos. Gostaria de deixar uma mensagem aos responsáveis do Basquetebol Nacional: Nunca se esqueçam que se o Homem que trata a Terra, não a tratar bem, mesmo que tenha boas sementes, o fruto nunca será bom.

Uma pergunta difícil, no basquete, quais são os seus sonhos para a ilha de Santa Maria?
Que o basquetebol com o seu valor educativo nunca acabe em Santa Maria.

Para terminar que pergunta é gostaria que lhe fizessem e que resposta daria?
Pergunta: Se voltasse atrás seria homem do futebol?
Resposta: Não!

quinta-feira, setembro 10, 2009

Márcio Branco pronto para mais uma época.

DM - Márcio, são conhecidas algumas reivindicações dos quadros de arbitragem nacionais relativamente ao pagamento tardio dos prémios de jogo e respectivas despesas. Apesar de esta não ser a primeira vez que tal acontece, sentes-te preparado para a época que está prestes a começar?
MB - Sim, sinto-me preparado mas um pouco revoltado por toda a situação financeira por que temos vindo a passar. A vida não está fácil para ninguém mas a Federação neste momento ainda nos complica mais por causa das contas a apresentar no IRS.
DM - 2009/10 será a tua sétima época filiado à Associação de Andebol de Leiria. Desde que chegaste, como árbitro regional, conseguiste a subida de categoria por duas vezes. Caso tivesses permanecido nos Açores isto, de certo que não teria acontecido. Partilhas desta opinião?
MB - Sim, plenamente. Pois se continuasse por ai tenho quase a certeza que já não teria qualquer vínculo com o Andebol.
DM - Fazes duplas com o Bruno Valinho desde que chegaste ou chegaste a fazer equipa com outros colegas?
MB - Desde que sou árbitro filiado á Associação de Leiria, sempre fiz dupla com o Bruno.
DM - Conforme o quadro publicado pela Federação de Andebol de Portugal, o qual determina que as duplas pertencentes à categoria A, dirigem os jogos da PO02, PO03 e PO09, poderemos ter novamente o Márcio Branco a apitar um jogo dos CD Marienses. Na época passada isto aconteceu apenas por uma ocasião não foi? Porque razão achas que a vossa dupla não é nomeada mais vezes para os jogos aqui nos Açores? Existem colegas vossos que estão cá caídos (obviamente após nomeação) fim-de-semana sim, fim-de-semana sim senhor.
MB - Sim, fui ai arbitrar só um jogo na época passada (dia 14 de Fevereiro). A razão porque não devemos ter mais nomeações para jogos ai, também não consigo explicar…mas a verdade é que gostaria de ir mais vezes a Santa Maria.
DM - Desde que estás na categoria de árbitro nacional A, quantos jogos é que diriges por época desportiva?
MB - São alguns… mais de cem jogos. Isto em vários escalões é claro.
DM - Sinceramente, achas que é possível ir mais além na arbitragem ou pensas que esta é a categoria que mais se adapta ao trabalho que vocês os dois tem realizado?
MB - Não, esta categoria acho que é a indicada para a nossa dupla. O trabalho corre bem mas uma coisa é certa, não deixamos de ser ambiciosos e se surgir oportunidade vamos agarra-la com unhas e dentes.
DM - Como mariense e pessoa ligada à modalidade, há alguma coisa em especial que gostarias de ver realizado na tua ilha e claro dinamizasse mais o andebol?
MB - Sim. Como mariense que sou, gostava de ver o clube onde joguei na 1ª divisão!! E de ver mais clubes dos Açores no continente!
DM - Márcio, obrigada por teres acedido ao convite de responderes a algumas questões e boa sorte para esta época desportiva.
MB - Eu é que agradeço a atenção dispensada. Até um dia destes.....

segunda-feira, julho 27, 2009

À conversa com David Reis.

Segundo dados divulgados pela Direcção Regional do Desporto, Santa Maria é a Ilha que maior percentagem tem de atletas a praticar desporto.
Uma vez que tens conhecimento da informação correcta, perguntava-te se este crescimento tem, efectivamente, sido notório na nossa ilha e até onde é possível chegarmos mesmo com todas as condicionantes.
Na minha opinião o crescimento é notório no que diz respeito ao número de praticantes, basta semanalmente verificar as taxas de ocupação dos pavilhões. Quanto à qualidade do trabalho, acho que ainda temos alguns degraus para subir, mas tem-se verificado algum trabalho com qualidade, com resultados desportivos visíveis e bem satisfatórios.
No que diz respeito ao voleibol o crescimento tem se verificado e mantido desde que conseguimos os quatro clubes, agora falta trabalho com mais qualidade e com objectivos bem definidos “do que se quer -- e onde se quer chegar”.
David, no teu currículo desportivo consta uma passagem pela Associação de Voleibol de São Miguel. Durante o ano que estiveste em São Miguel desempenhaste as mesmas funções que agora tens na Associação de Voleibol da Ilha de Santa Maria? Ou sendo uma Associação maior as coisas funcionam de forma diferente?
Desempenhei exactamente as mesmas funções de director técnico que desempenho actualmente na AVISM. Os procedimentos são os mesmos, varia unicamente em algumas questões logísticas, resultantes da dimensão da AVSM.
O teu regresso a Santa Maria e à AVISM acontece porquê? Normalmente a “equipa” maior é que oferece melhores condições. Não foi este o caso?
Na realidade, eu não deixei de desempenhar as funções de director técnico na AVISM, vinha periodicamente a Santa Maria resolver as questões que eram da minha responsabilidade até ao fim da época à qual me tinha comprometido.
O “regresso” a Santa Maria acontece porque a actual direcção da AVISM ofereceu-me as mesmas condições que a “equipa” maior supostamente podia oferecer. Além disso o projecto para este mandato era aliciante para o desenvolvimento da modalidade na ilha.
Estás na AVISM desde que ano? Sentes-te obviamente apoiado no que toca a toda a logística caso contrário seria impossível para ti estar em várias frentes ao mesmo tempo certo?
Desde da sua fundação (2000), pois anteriormente já fazia parte da Associação Desportos de S. Maria como responsável pelo voleibol.
Sem dúvida, a equipa directiva da AVISM é muito coesa e naturalmente me têm apoiado no desenvolvimento do voleibol em Santa Maria.
Conforme foi anunciado durante a II Gala, a AVISM vai atravessar um período eleitoral em breve. O teu lugar como director técnico está garantido ou podem haver algumas mudanças?
Quanto a isso não posso responder que sim, ainda não existiram muitas conversas sobre este tema, mas acho que esta equipa de trabalho, ou seja, Direcção e Gabinete e Técnico tem desenvolvido um bom trabalho em prol da modalidade e seria importante manterem-se.
Deixando agora a AVISM um pouco de lado e entrando no campo particular da Selecção Açores, deduzo que desde que assumiste, em 2005, os destinos da equipa masculina, tens crescido como treinador. A participação em formações, provas nacionais e nos próprios Jogos das Ilhas, são acontecimentos que enriquecem qualquer técnico não é?
Sim, sem qualquer duvida, cresci muito enquanto treinador desde que iniciei este percurso nas Selecções Regionais, tenho tido oportunidade de frequentar formações das melhores que se fazem no pais, como também, a viagem até ao Brasil para acompanhar os trabalhos das respectivas selecções, uma experiência única e muito enriquecedora para qualquer treinador, observamos “os melhores do mundo”, onde se aprendeu muito voleibol.
Com este projecto (selecções) também me obriga a estar sempre actualizado das evoluções ao nível do treino e jogo que vão surgindo, com isso melhoro em muito o meu trabalho.
Nos Jogos em 2008, conseguiste o feito da subida de divisão e no próximo ano? Achas que vai conseguir formar um grupo capaz de garantir, no mínimo, a manutenção na 1ª Divisão?
Estamos a trabalhar para isso, ao longo dos estágios os atletas tem melhorado muito e acho que temos um bom grupo a todos os níveis, mas ainda falta melhorar algumas arestas. Participamos recentemente no Torneio Internacional da Lousã, onde fizemos um bom torneio, demonstrando que este grupo possui condições de fazer uns bons jogos em 2010, que passa por conseguir a manutenção na 1ª Divisão.
De Santa Maria, tem sido muito poucos os atletas a integrarem a Selecção Regional de voleibol. Apesar de se notar uma evolução em todos os níveis, a “cantera” mariense ainda está longe de alcançar as congéneres dos Açores será?
Não, penso que os atletas de S. Maria tem todas as condições do que os outros de integrarem os trabalhos das Selecções Regionais, pois já tivemos atletas masculinos e femininos em Selecções passadas que se destacaram como peças determinantes para o sucesso destas Selecções.
Actualmente devem trabalhar mais e ter um bom acompanhamento técnico/táctico, pois por vezes o nível competitivo local não é muito forte, não conseguem atingir as fases finais dos Campeonatos Regionais, e isto tudo contribui para o seu desenvolvimento, para poderem apanhar o “comboio” têm de fazer alguns sacrifícios, ou seja, trabalhar mais do que todos os colegas de equipa e abdicar de algumas coisas.
Se surgir um terceiro convite para liderares a equipa técnica para os Jogos das Ilhas em 2012 aceitas?
Primeiro quero acabar este projecto 2010 e depois logo se vê, se surgir o convite irei analisar e decidir da melhor forma.
Bem, não podíamos deixar passar a oportunidade de falar também um pouco do que foi a estreia do Clube desportivo “Os Marienses” na 2ª Divisão Série Açores Masculina. Pelo que foi possível ver, o clube apostou numa equipa recheada de bons valores e formados na Região.
As coisas correram conforme delineadas? O que se pode esperar do CD Marienses na época 2009/10?
Sim as coisas correram como planeadas, neste primeiro ano o objectivo principal era a manutenção e conseguimos o 2º lugar, por isso balanço muito positivo.
Para 2009/2010 podemos esperar uma equipa mais competitiva se conseguirmos formar a equipa que temos em mente e falada.
É seguro afirmar que todos os atletas deste ano vão pertencer ao plantel 2009/10? A equipa poderá eventualmente ser reforçada com mais algum atleta de fora da ilha?
Quase todos os atletas da equipa “A” farão parte da equipa 2009/2010, mas alguns atletas passaram a jogar na equipa “B” por motivos pessoais e profissionais, enquanto outros não farão parte das nossas escolhas.
Sim a equipa será reforçada por mais atletas de fora da ilha, se os convites endereçados forem aceites.
Por último e tendo em conta as diferenças que se fazem notar a quando das fases finais, perguntar-te-ia se achas que este modelo competitivo da Série Açores é o melhor e se dependesse de ti que alterações fazias.
Acho que está bem, quanto ás fases finais já sabemos como é, e parte por uma aposta dos clubes (reforço da equipa) nesta fase final nacional, para poderem discutir com as equipas do continente a subida á A2.
Já agora e se me permites, queria aproveitar para agradecer a todos aqueles que esta época me acompanharam no desenvolvimento do voleibol em S. Maria. Bem Hajam.

terça-feira, julho 14, 2009

À conversa com Octávio Melo.


Octávio, saíste de Santa Maria há um bom par de anos. Antes de fixares residência na Ilha do Faial e integrares um clube de atletismo, estiveste ligado a alguma entidade desportiva?
Sim já saí de Santa Maria vai fazer, em Setembro, 11 anos. O tempo passa rápido.)
Antes de cá chegar apenas participei em algumas provas internas (nível militar) mas fora isso também integrava algumas provas onde amigos meus participavam na condição de federados. Assim fui aumentando o gosto pela modalidade.
Recordo-me de quando participavas ocasionalmente em algumas provas de atletismo em Santa Maria. Estas participações eram a nível individual pois a modalidade nunca atingiu um patamar onde fosse possível aos clubes apostarem forte. Concordas?
Recordo-me como se fosse hoje. Tinha, julgo, 7 anos quando participei nas corridas da amizade do Clube Asas do Atlântico. Ainda tenho esta foto.
Depois fui participando em algumas provas ao longo dos anos, Lembro-me que mais tarde, através da Professora Livramento Pamplona, houve uma tentativa de organizar a modalidade na ilha. Chegamos mesmo a formar equipas em algumas provas. Nesta altura também o Grupo Desportivo de São Pedro tinha atletas de grande qualidade.
Como surge a tua ligação ao Clube Independente Atletismo Ilha Azul? Foste contactado por alguém ligado ao clube ou procuraste as pessoas responsáveis e demonstraste interesse em trabalhar em prol do atletismo
Bem essa ligação teve início no que cá cheguei (2002). Sabia que aqui praticavam atletismo, que estavam bem organizados e com objectivos definidos. No início da época 2002/2003, a pedido de um colega meu que ainda é o presidente do Ilha Azul e treinador do clube comigo, endereçou-se o convite para participar na milha do aniversário do clube. Recordo-me que até fiz uma boa prova na estreia tendo sido 3º classificado na geral e 2º no meu escalão.
Desde então já lá vão 7 anos de ligação a este clube.
Neste momento para além de estares federado como atleta, tens também a carteira de treinador e já com provas dadas. É tua pretensão continuar a apostar na tua formação técnica ou ficas por aqui?
Pois, neste momento como atleta e devido as lesões que me tem atormentado, tive que interromper a actividade nos últimos dois anos assumindo assim por inteiro a vertente de treinador. Aliás conciliar as duas coisas a partir de um determinado nível torna-se extremamente complicado.
Já completei dois cursos de treinador. A partir daqui só especialização. Algo que num futuro, gostaria de fazer pois adoro a vertente de “meio-fundo” e “fundo”. Estas sempre foram as minhas disciplinas favoritas. Sabes, é que o atletismo, ao contrário do que muita gente julga, não só corrida. Também se salta e lança.
O bichinho de competir permanece cá dentro e caso pretenda voltar à condição de atleta posso faze-lo. Pois o escalão principal vai até aos 35 anos ou seja, teria mais duas ou três épocas pela frente.
Mas é claro que para voltar teria que estar em condições, física e psicologicamente porque para se atingir bons resultados e necessário muito trabalho e força de vontade.
Para já pretendo exercer “apenas” as funções de Treinador, Juiz e Dirigente da Associação Desportos da ilha do Faial (ADIF).
Na ilha do Faial quantos clubes de atletismo existem? Todos eles apostam forte na formação ou tem por hábito “pescar” os melhores atletas aos seus rivais?
Neste momento existem dois clubes. Já existiram três. Temos o Castelo Branco Sport Clube que está mais vocacionado para a formação onde também tem conseguido bons resultados com alguns atletas a nível regional e nós (CIAIA) que além dessa vertente temos no escalão principal uma equipa muito competitiva com bons valores tanto a nível regional como nacional.
Aqui que me recorde não existe muito o hábito de “pescar” os melhores atletas dos outros. Há uma tradição no CIAIA. As pessoas já conhecem o clube, temos atletas de todos os pontos da ilha. Isto no que respeita à formação claro.
Temos atletas que já pertenceram a clubes rivais a nível regional mas no escalão principal. Aí é uma situação completamente distinta em que os objectivos do Clube se sobrepõem.
Desde que estás no CIAIA, consegues fazer-nos um apanhado dos títulos conquistados a nível regional e nacional?
Bem já foram alguns. A nível pessoal consegui três títulos consecutivos de corta mato e dois de estrada. Colectivamente, desde que cá cheguei, sempre fomos campeões regionais no escalão principal de 2003 a 2008, ou seja 6 titulos consecutivos.
Caso consigamos vencer este mês o regional na ilha Terceira o que acredito plenamente, será o meu sétimo consecutivo ligado ao clube e o oitavo do CIAIA. O primeiro título foi conquistado no verão de 2002.
Na formação que me recorde já vencemos por duas ou três ocasiões no escalão de juvenis. Incluindo esta época que fomos campeões regionais.
Durante estes últimos anos, também foram muitos os títulos individuais ganhos pelos atletas dos escalões jovens e que foram treinados por nós, equipas técnicas.
A nível nacional foram dois os títulos consecutivos que tivemos na final da III divisão nacional o que corresponde ao 17º lugar nacional entre todos os clubes do nosso país. Já participamos na II divisão durante duas épocas o que atendendo a nossa dimensão, insularidade, já é extremamente positivo.
Tenho tsmbém na memória a minha última participação no nacional de corta-mato em que obtivemos a melhor classificação do clube numa final nacional com todas as grandes equipas da especialidade. Foi em Santa Maria da Feira em 2005 e onde conseguimos um honroso 14º lugar.
Mas apesar de todos estes triunfos conquistados a nível pessoal, a prova que mais me marcou foi a que realizei em 2003 quando percorri 56km para ajudar instituições de solidariedade. Julgo ser ainda a segunda maior distância percorrida em Portugal numa só etapa e a maior jamais feita nos Açores.
Eu, tendo sido um dos dois atletas que aderi à causa, vou ficar com este registo para sempre na memória pois foi necessário muito treino e sacrifício.
Relativamente à tua modalidade, certamente é com alguma mágoa que não vês representação mariense nas provas federadas Achas que a situação poderia conhecer novos contornos, por exemplo, com o teu regresso a Santa Maria e posterior ingresso num dos clubes locais? Afinal tens formação como treinador e este seria um problema a menos para o clube que quisesse apostar no atletismo não é?
Claro que gostaria de ver uma equipe mariense a praticar atletismo ou outros marienses a praticar a modalidade e que tivesse todo o sucesso, só ficaria feliz se tal acontecesse.
Recordo-me de quando ajuizei aqui no Faial a final do corta mato escolar regional e vi os atletas marienses fiquei sensibilizado pois estavam em representação da minha terra. Inclusive até falei com os atletas marienses que lá estavam incentivando-os a continuar a praticar mesmo que apenas a nivel escolar.
Quando a um regresso..........Sinceramente, acredita que já pensei nisso. Depois da construção do complexo desportivo e da respectiva pista de atletismo, embora ainda não com o piso de tartan como desejado, foi algo que me passou pela cabeça. Se isso um dia acontecer e caso algum clube demonstre interesse num projecto a longo prazo de modo a criar alicerces na modalidade, eu aceitaria e abraçaria a ideia com todo o gosto.
Até porque os marienses como já tem provado nas mais variadas modalidades, tem qualidade e determinação, nasceram para vencer e sendo bem orientados os resultados não teriam muita demora em surgir.
Seria também mais um canal de formação para a juventude da nossa terra pois nem todos podem vencer mas todos podem praticar e o atletismo é uma modalidade que apesar de ser um pouco solitária traz bons valores, determinação, espírito de sacrficio, respeito pelo adversário como talvez não existe em outras modalidades.
Octávio, apesar de ser um cenário difícil de acontecer mas uma vez que a tua profissão assim o permite, tenho que questionar-te relativamente a um eventual regresso a Santa Maria. Era algo que te agradava ou estás de corpo e alma no Faial?
Não sabemos o dia de amanhã mas nunca excluí a hipótese de voltar a Santa Maria
Apesar de já ter criado raízes aqui no Faial, já estar integrado na sociedade e bem colocado a nível profissional (Marina da Horta), a saudade da terra fica sempre dentro de nos e passados 11 anos não desapareceu nem desaparecerá.
Nos próximos tempos poderão haver mudanças a vários níveis e quem sabe se num futuro mais próximo não regressarei a casa.
Digamos que deixo a porta aberta caso se reúnam determinadas condições para que um dia volte a Santa Maria .

sexta-feira, julho 03, 2009

À conversa com Liliana Resendes.

Liliana, desde que saíste de Santa Maria para prosseguir os estudos, nunca deixaste de praticar basquetebol. Este foi um objectivo traçado desde o início ou apenas tiveste alguma sorte em ter “ali ao lado” um clube para poderes continuar a jogar basquetebol?
O basket veio sempre comigo, quando sai de Santa Maria já tinha clube.
Corrige-me se estiver errado. Há 2 ou 3 anos, rumaste até à cidade de Aveiro, certo? Se bem me recordo, os teus intentos de continuar a estudar aliados ao facto de alguém ligado ao Esgueira Basket ter visitado Santa Maria, foram determinantes para que integrasses o plantel sénior daquela equipa não foi?
Sim, mas o nível era completamente diferente, integrar as júniores foi difícil. Só no final da época é que consegui jogar uns minutos.
Foi uma mudança enorme, completamente diferente do que estava habituada. Acho que devia existir mais iniciativas de sair dos açores para um torneio…, jogar com níveis mais competitivos.
Mas eras júnior na altura. Eras chamada com regularidade aos jogos da equipa sénior ou integravas só os treinos?
Apenas treinava o dia em que os júniores não treinavam, e fiz uns jogos treino, no final da época.
Foste bem recebida no seio do grupo?
Muito bem recebida, foram todas 5 estrelas.
Não eras uma atleta remunerada para jogar mas tendo em conta que te encontravas deslocada, a direcção do Esgueira Basket assumiu alguma das tuas despesas? Casa, alimentação ou qualquer outro tipo de compromisso?
Sim, o clube assumiu estadia, a alimentação pela escola aos quais agradeço muito principalmente aos meus coach´s (Janeiro, Peres, Cruz e claro Horácio) sem eles era impossível, e mesmo de longe ao clube Ana que apoiou muito.
Depois de Aveiro, regressaste a Santa Maria um ano mas voltaste a “emigrar” desta feita para São Miguel onde ainda te encontras não é?
Sim
Presentemente jogas no Clube União Micaelense. Como surgiu esta oportunidade? Convidaram-te ou dirigiste-te a alguém conhecido para que integrasses a equipa?
Tive a sorte de uma jornada da serie açores ter coincidido com jogos para a selecção açores em Santa Maria e em que o João Santos (treinador CUM) assistiu. Como já tinha planos para vir estudar para cá surgiu a oportunidade de poder fazer parte plantel. Não consegui estar presente como gostava, devido ao curso ser muito intensivo mas foi uma boa experiência.
Este ano foi difícil garantir a manutenção na 1ª Divisão feminina. Na tua opinião a que se deveram as dificuldades?
Foi até ao último jogo a “agonia” mas conseguimos! A principal razão foi o facto de nunca conseguirmos ter a equipa completa, apenas conseguimos em 5 jogos e dos quais ganhamos 4, a ausência de algumas jogadoras para a universidade, e também a presença de muitas júniores as quais não tinham muita experiência neste nível e algumas séniores como o meu caso·
Para o ano é seguro afirmar que a Liliana Resendes vai continuar a jogar basquetebol e no União Micaelense?
Estou a terminar o meu curso e pretendo vou voltar para a minha ilha de Santa Maria. Portanto o que é quase seguro afirmar é que vou voltar ao Clube Ana.
Quem sabe com o bom trabalho que temos na formação voltar a jogar na 1º Divisão mas contra União Micaelense!